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Pneus - Dados úteis

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TesZero:
Pneus - Dados úteis

Embora por muitas vezes descurados, os pneus são mesmo o elemento mais importante no nosso veiculo.

É o elementos que:
- Nos liga ao solo
- Que absorve todas as irregularidades do piso
- Suporta mais de uma tonelada de peso dividida pelos 4 pontos
- Transmite a potência do motor ao solo
- É responsável pela eficácia da imobilização do veiculo

Como ler as inscrições dos pneus:

Alem de várias inscrições com menos utilidade, existem algumas inscrições às quais devemos tomar atenção.

Olhando para o pneu e lendo as medidas, tendo a foto como exemplo: 205 / 60 / 16 R 92 H

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o que representa:

205 - Largura em milímetros, neste caso 205 milímetros, 20,5 centímetros de largura

60 - altura do pneu em percentagem face à largura, neste caso 60% de altura dos 205 milímetros de largura representa 123 milímetros de altura de pneu, 12,3 centímetros.

16- Representa o diâmetro da jante sempre em polegadas.

R - Tipo de construção do pneu. neste caso é (R) Radial, pode ainda ser (D)Diagonal, (B)belted (cintas).

92 - representa o índice de carga, para cada numeração corresponde um valor em quilos, neste caso 92 = 630 kg de carga máxima sobre cada pneu:

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H - representa o incide de velocidade máxima segura para o pneu. Para cada letra é atribuído mediante uma tabela a velocidade máxima, neste caso h = 210 km/h de velocidade máxima:

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Mas.. o mais importante é mesmo a data de construção.
Os pneus guardados em armazém são protegidos por uma resina que retarda a degradação dos mesmos, contudo a mesma não é de duração ilimitada.
Nas inscrições podemos ver, normalmente dentro de um rectângulo saliente no pneu:

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Neste exemplo: 0707 representa que o pneu foi fabricado :
07 - 7ª semana do ano, estimando 4 semanas por mês, representa ser de finais de Fevereiro
07 - Do ano de 2007

Os pneus são fabricados e atestados para cumprirem funções durante 4 anos, após esse tempo não existem garantias de segurança. Em alguns países é mesmo proibido circular com pneus que ultrapassem esse tempo.

Estrutura:

A pequena área de contacto com o chão para permitir aceleração, imobilização em piso seco e molhado, mudanças de direcção, suporte de altas temperaturas, conforto e durabilidade do pneu tem que ter uma estrutura que o permita.

A estrutura do pneu é composta por:

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Carcaça do pneu - a carcaça do pneu é composta normalmente por nylon ou poliéster sendo a estrutura interna do pneu. É sua função manter a pressão do pneu e suportar a carga do veiculo e amortecimento das irregularidades da estrada.

Piso - cobertura exterior que protege a carcaça do pneu sendo fabricado com borracha especialmente concebida para resistir a todo o desgaste imposto. As ranhuras servem unicamente para canalizar a água da estrada evitando aquaplanagem.
O piso deve de ser verificado periodicamente, praticamente todas as marcas de pneus têm entre ranhuras do pneu um sulco que marca o limite mínimo de 1,6 mm de piso legal para circulação.
Quando detectada qualquer degradação no piso deverá ser trocado imediatamente o pneu afectado, de preferência a pares para manter o mesmo nível de piso.

Ombros - extremidade do pneu concebido para dissipar o calor e prevenir a carcaça de danos laterais.

Telas estabilizadoras - As telas estabilizadoras, normalmente fabricadas em aço, garantem a rigidez do pneu dando maior firmeza. Situam-se entre o Piso e a Carcaça do pneu.

Talão - é composto por diversos fios de aço onde ligam as diversas capas da carcaça unindo o pneu à jante.

Paredes laterais - embora a borracha das paredes laterais não entre em contacto com o chão, são construídas de borracha apropriada para suportarem a máxima tensão de flexão.

Válvulas:

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Estando submetidas a uma força centrifuga enorme, estas têm um desgaste acentuado. Devem de ser substituídas a cada troca de pneus, nunca reutilizadas.
Para testar as mesmas, a cada confirmação/rectificação de pressão devem de as molhar, tanto a válvula em si, como na sua base, caso faça bolhas é sinal que está a sair ar pela mesma sendo necessário substituir.

Pressão dos pneus:

Grande parte do desgaste dos pneus acontece pela utilização dos mesmos com pressões incorrectas.
Deve de ser usada a pressão recomendada pelo fabricante, não só para uso normal, como para transporte de cargas ou condução a maior velocidade.
A pressão deve de ser verificada pelo menos a cada 2 semanas mediante um manómetro fiável, de preferência na mesma bomba.
A verificação da pressão deve ser feita sempre com os pneus frios, nunca após circular mais de 3 km´s. Atendendo que com a temperatura o ar expande, a pressão do pneu a quente poderá aumentar até 20%.

Consequências da pressão baixa:

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- Desgaste mais rápido e disforme do pneu devido a aumento da temperatura e contacto disforme com o solo. O desgaste é mais acentua nos ombros do pneu
- Maior consumo de combustível devido ao maior atrito
- Menos estabilidade
- Direcção mais pesada devido ao maior atrito
- Diminuição do tempo de reacção, especialmente quando se trata dos pneus frontais
- Aparecimento de fissuras devido a aumento de temperatura, maior flexão dos flancos e consequente risco de rebentamento
- Desgaste prematuro da direcção devido a maior esforço

Consequências da pressão alta:

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- Maior desgaste no centro do pneu
- Aparecimento de fissuras nos sulcos devido ao seu alongamento
- Menor protecção contra cortes e perfurações
- Menor conforto na condução

Alinhamento das rodas:

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O desalinhamento mecânico nas rodas alem de tornar o automóvel mais instável provoca também desgaste prematuro nos pneus. Um alinhamento correcto permite prolongar a vida útil do pneu devido a forçar um desgaste regular do mesmo.

A direcção deve de ser alinhada quando:
- Se sofre impactos fortes na suspensão
- Sempre que se troca de pneus
- Sempre que exista desgaste irregular nos pneus
- Sempre que houver substituição de componentes na suspensão
- Sempre que a direcção não estabilize em linha recta
- Ou cada 10.000 kms percorridos

Equilíbrio das rodas:

Uma roda equilibrada consiste na distribuição o mais acertada possível do peso a nível dos centros radiais e laterais.

O desequilibro das rodas (pneu e jante) resulta em:
- Vibração do veiculo
- Maior desgaste de componentes mecânicos
- Maior desgaste dos pneus

Existem dois tipos de desequilíbrios:
- Desequilíbrio estático: quando o pneu se encontra mais leve de um lado do que de outro na roda, isto provoca desregulamento na rotação do mesmo levando mesmo a perdas de tracção.
- Desequilíbrio dinâmico: Desequilíbrio lateral que causa vibração, desgaste sinuoso do pneu e componentes da suspensão.

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As rodas devem de ser equilibradas:
- Sempre que surjam vibrações
- Na troca de pneus
- Ou cada 10.000 quilómetros

Rotação dos pneus:

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É aconselhada a rotação dos pneus para assim prever um desgaste uniforme entre eixos e alcançando uma maior durabilidade e estabilidade.
É aconselhada a rotação dos pneus a cada 10.000 kms.
Nos carros de tracção frontal existe um acréscimo de desgaste devido ao facto dos pneus frontais não serem só responsáveis pela mudança de direcção como também pela tracção do veiculo. Um desgaste desequilibrado frontal aumenta a distância de travagem, um desgaste desequilibrado traseiro diminui a aderência em curva.
Sempre que existe rotação de pneus, além da maior durabilidade dos mesmo, existe menos diferenças de piso entre eixos, salvaguardado um maior equilíbrio entre travagem e aderência em curva.
Desta forma é aconselhado fazer a troca sempre dos 4 pneus na mesma altura mantendo a aderência equilibrada.
Se existir maior preferência pela troca de 2 pneus de cada vez, os novos devem sempre de ser montados no eixo traseiro aumentando o nível de segurança do veiculo pois reduz a probabilidade do carro deslizar em curva.

Pneus Runflat:

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Os pneus Runflat permitem continuar a condução após um furo. É uma tecnologia da qual a Bridgestone foi pioneira e equipou de série pela primeira vez o Prosche 969 em 1986.
Devido ao reforço das paredes laterais, mesmo após um furo, o pneu consegue cumprir a sua função continuando viagem em segurança até um ponto de assistência sempre com controlo do veiculo. A utilização de pneus Runflat invalidam a necessidade de pneu suplente. 

Condução com piso molhado:

Alguns pontos a ter em atenção quando à condução em piso molhado:
- Atenção aos primeiros dias de chuva, existem óleos e outros produtos na estrada que a tornam ainda mais perigosa
- Atenção quanto ao desgaste dos pneus pois diminui o atrito dos mesmos
- Atenção quanto ao excesso de pressão pois diminui a área de atrito
- Atenção especial a lençóis de água que provoquem aquaplanagem
- Nunca travar a fundo com piso molhado
- Aumentar distância de segurança
- Cuidado após instalação de pneus novos, estando estes protegidos para não se degradarem em armazém, serão bastante escorregadios até que gastem a resina protectora

Antes de fazer uma viagem longa:

Antes de sair para uma viagem longa deve-se confirmar:
- Pressão dos 4 pneus a frio
- Avaliação dos pneus quanto a fissuras
- Avaliação do desgaste do pneu
- Verificar se existe desgaste disforme

rater:
Bom tópico, TesZero  O0. Já agora podia-se fazer um feedback de marcas que o pessoal usa. O que achas?

TesZero:
Olá rater, obrigado.

Eu desde que experimentei GoodYear F1... não quero outra coisa...
Uso desde 2005.

Uso eu, o lfteixeira e penso que o Vidinha também.

Os Goodyear F1 Gsd3 eram bons... mas os Assimétricos são 10 vezes melhores....

Sim, são pneus para fazermos cerca de 30.000 - 40.000 quilómetros... mas tem uma aderência tanto em solo seco como molhado fenomenal....

Há alguns membros a usarem Michelin Energy também com bom feedback, bons a nível de longevidade, mas não tão bons na aderência, especialmente na chuva(uso em outro carro não carro este modelo)...

Quanto a mim, reforço... prefiro perder na longevidade ganhando na aderência :)

Eu sou gozado por andar só a 100 km/h... mas não esquecer que ando a 100 km/h sempre... independentemente da curva :P

Abraço

rater:
Eu cá só posso falar no 325 Tds o meu feedback até agora:

1ª Bridgestone POTENZA 225/50 R16 do melhor até hoje então em seco trazem "cola" . Excelente Grip.

2º KUMHO ECSTA SPT KU31 225/50 R16 91 W, boa relação preço aderência tanto em seco como em chuva. Muito bom Grip. Numa cafezada de BMW´s em Viseu aconselharam-me a marca Toyo bons baratos e de excelente relação preço qualidade. No SAAB (quando comprar) marca a comprar.

3º Firestone FIREHAWK SZ 90 205/55 R16 91 V, não aconselho de todo, para quem gosta de grip no carro, borracha muito dura e demora a aquecer ao fim de aquecer é "comestível" , até podem durar muitos km´s, mas não compro mais.

contribuinte:
Boas pessoal,
E que tal se a gente desse uma ajudinha á economia nacional???? Já ouviram falar da CONTINENTAL?
São pneus Portugueses, e muito conceituados lá por fora, não sei se já viram algum programa da   Para visualizar hiperligações por favor faça LogIn ? Eles normalmente usam pneus da continental nos seus bolides O0

Abraço.

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